Thursday, February 14, 2008
A parte mais legal é quando você supera. Não dói. Parece um vento que passa e pronto, você é outra. E a respiração pára. E o olho arregala. Você agradece gentilmente ao Mundo, coloca os pés para fora e desce. Leve.
Friday, January 25, 2008
Ele me faz ficar em paz. Eu que sou chata, rabugenta, reclamona, enxaquecosa. É só encostar a cabeça em seu peito pra tudo ficar calmo, quieto. Igual embaixo d´água na praia, aquele monte de gente gritando e você afunda e não ouve nada, só um zzzzz. Ele me salva do mundo.
Todo dia com ele é o melhor dia da minha vida.
Todo dia com ele é o melhor dia da minha vida.
Friday, June 29, 2007
Eu fiquei triste e a tristeza só fez com que tivesse uma crise de enxaqueca das piores. Sendo assim, esta que vos escreve decreta o fim aos momentos emo nesta merda deste blog. Quer falar mal enquanto eu faço "aham" e fingir que quem falou mal fui eu? Quer andar com Livre-docente em canalhice? Dane-se! Que morram todos. Não vou ficar tomando Tramal na veia. Vou tomar é uma pinga com limão. Tim-tim. E não venha se queixar depois.
Aproveitando o momento escracho, resolvi escrever sobre um dia de Tatiana Sanson neste lugar que as pessoas convencionaram a chamar de trabalho. É, a "firma" mesmo.
Todos que já tiveram a sorte de me ver sabem: a finesse, a elegância e a discrição são pontos marcantes da minha personalidade. Desculpe-me se nasci diva. É inegável. Indiscutível. Agora imaginem Jacqueline Onassis trabalhando na Av. Miguel Stefano? Pra quem não conhece a rua (nem me atrevo a dizer o que devem fazer os que nunca ouviram falar de Jackie O.), é aquela avenida horrenda mulambenta que dá acesso ao Zoológico. Não vou me ater aos detalhes desgostosos de onde se localiza a empresa onde trabalho neste post, dedicarei um só para isso porque de fato merece. Estou longe da civilização. E a barbárie está presente também, e como, nos funcionários deste antro. Durante a seleção para a vaga que ocupo, fui submetida a exames de tudo quanto é tipo, inclusive psicotécnico. Algo me leva a crer que o RH dessa joça tende a contratar os reprovados em tal teste. O "causo" é o seguinte:
Ontem vim trabalhar, apesar da dor de cabeça terrível. Tomei um tal de Cefaliv, receitado pelo médico do Pronto Socorro. Não via mais nada do que estava lendo, não conseguia mais tabular nada nem fazer nada, então resolvi deitar um pouco na chamada "salinha de descompressão". No entanto, a mesma estava tomada por vândalos. Ostrogodos e visigodos se estapeando por uma almofada de sofá, por um pufe colorido da feirinha de Embu das Artes. Voltei à minha mesa, aguardei e retornei minutos depois ao famigerado recinto. Havia um sofá vago. Deitei. Pus uma almofada sobre a cabeça para me proteger da claridade. Vinte segundos depois, uma voz desconhecida diz: "Ei, Tatiana. Não pode deitar aí, só pode sentar". Ignorei o ser humano, que não se deu por contente e repetiu a frase em tom mais forte. Respondi a ele "Ah, é? E quem falou?". Ele disse sem graça: "Eu estou falando". Ri com desdém, disse que estava com enxaqueca e me pus a dormir. Alguém aí já teve essa merda? Este inferno de Dante só passa quando se dorme. E sim, dormi apesar dos grunhidos e risadinhas infantis de seres beirando os 50, mal amados e mal remunerados, na "hora do recreio". Detalhe que nas paredes de compensado (ô, firrrma!) da salinha são visíveis os avisos nos quais consta escrito: "FAVOR FAZER SILÊNCIO: SALA DE DESCANSO." Mas como já disse, é a barbárie, o estado de natureza do homem, lobo do homem. Devo ter descansado uns 10 minutos. A cada instante, vândalos adentravam o lugar e perguntavam com tamanha curiosidade que até agora estou sem entender: "quem éééééé?????". E mais uma vez a frase estúpida: "Não é pra deitar no sofá, só pode deitar no pufe". Ô gente burra querendo criar regras idiotas. Quer sentar? Tem cinco sofás de três lugares dois lances de escada pra lá. Estou com dor de cabeça, porra. Devia ter pego as porcarias das almofadas e feito um colchãozinho no chão. Mas não, simplesmente me levantei, fuzilei o indivíduo balofo com os olhos e me dirigi ao meu posto.
Desgraçados. Quando estava saindo, aquele primeiro Huno defecador de regras estúpidas sugeriu que eu tomasse um analgésico. Devia ter respondido: "Que idéia genial! Bravo! Nunca teria pensado nisso se não fosse você, muito obrigada!" Mas a dor era tanta que apenas pensei: mato agora ou deixo pra depois?
Aproveitando o momento escracho, resolvi escrever sobre um dia de Tatiana Sanson neste lugar que as pessoas convencionaram a chamar de trabalho. É, a "firma" mesmo.
Todos que já tiveram a sorte de me ver sabem: a finesse, a elegância e a discrição são pontos marcantes da minha personalidade. Desculpe-me se nasci diva. É inegável. Indiscutível. Agora imaginem Jacqueline Onassis trabalhando na Av. Miguel Stefano? Pra quem não conhece a rua (nem me atrevo a dizer o que devem fazer os que nunca ouviram falar de Jackie O.), é aquela avenida horrenda mulambenta que dá acesso ao Zoológico. Não vou me ater aos detalhes desgostosos de onde se localiza a empresa onde trabalho neste post, dedicarei um só para isso porque de fato merece. Estou longe da civilização. E a barbárie está presente também, e como, nos funcionários deste antro. Durante a seleção para a vaga que ocupo, fui submetida a exames de tudo quanto é tipo, inclusive psicotécnico. Algo me leva a crer que o RH dessa joça tende a contratar os reprovados em tal teste. O "causo" é o seguinte:
Ontem vim trabalhar, apesar da dor de cabeça terrível. Tomei um tal de Cefaliv, receitado pelo médico do Pronto Socorro. Não via mais nada do que estava lendo, não conseguia mais tabular nada nem fazer nada, então resolvi deitar um pouco na chamada "salinha de descompressão". No entanto, a mesma estava tomada por vândalos. Ostrogodos e visigodos se estapeando por uma almofada de sofá, por um pufe colorido da feirinha de Embu das Artes. Voltei à minha mesa, aguardei e retornei minutos depois ao famigerado recinto. Havia um sofá vago. Deitei. Pus uma almofada sobre a cabeça para me proteger da claridade. Vinte segundos depois, uma voz desconhecida diz: "Ei, Tatiana. Não pode deitar aí, só pode sentar". Ignorei o ser humano, que não se deu por contente e repetiu a frase em tom mais forte. Respondi a ele "Ah, é? E quem falou?". Ele disse sem graça: "Eu estou falando". Ri com desdém, disse que estava com enxaqueca e me pus a dormir. Alguém aí já teve essa merda? Este inferno de Dante só passa quando se dorme. E sim, dormi apesar dos grunhidos e risadinhas infantis de seres beirando os 50, mal amados e mal remunerados, na "hora do recreio". Detalhe que nas paredes de compensado (ô, firrrma!) da salinha são visíveis os avisos nos quais consta escrito: "FAVOR FAZER SILÊNCIO: SALA DE DESCANSO." Mas como já disse, é a barbárie, o estado de natureza do homem, lobo do homem. Devo ter descansado uns 10 minutos. A cada instante, vândalos adentravam o lugar e perguntavam com tamanha curiosidade que até agora estou sem entender: "quem éééééé?????". E mais uma vez a frase estúpida: "Não é pra deitar no sofá, só pode deitar no pufe". Ô gente burra querendo criar regras idiotas. Quer sentar? Tem cinco sofás de três lugares dois lances de escada pra lá. Estou com dor de cabeça, porra. Devia ter pego as porcarias das almofadas e feito um colchãozinho no chão. Mas não, simplesmente me levantei, fuzilei o indivíduo balofo com os olhos e me dirigi ao meu posto.
Desgraçados. Quando estava saindo, aquele primeiro Huno defecador de regras estúpidas sugeriu que eu tomasse um analgésico. Devia ter respondido: "Que idéia genial! Bravo! Nunca teria pensado nisso se não fosse você, muito obrigada!" Mas a dor era tanta que apenas pensei: mato agora ou deixo pra depois?
Monday, June 25, 2007
Por um certo tempo lutei contra mim mesma para não pisar no chão. Que burra, o problema é que nunca teve chão.
Faz um milhão de anos que não escrevo. Não que não quisesse escrever ou estivesse sem tempo, mesmo trabalhando mil horas por dia na pqp sempre sobra um minutinho. O que faltava era inspiração mesmo. Algo sobre o que quisesse escrever, sabe? O pior é que não é nada assim tão legal, é simplesmente uma daquelas constatações idiotas que a gente sempre chega na vida. A minha é: sempre serei este ser que deseja voltar para onde nunca foi. A gente se frustra. É um saco escrever sempre a mesma coisa e chegar sempre às mesmas conclusões, seja com 5, 12, 17, 21, 24, 26 anos. E nada muda e tudo muda ao mesmo tempo. E eu escrevo sem pensar. É um círculo vicioso: confia, ouve, tenta não falar muito, de fato não fala muito, o pouco que fala vira mais que muito e... sozinha novamente. Eu penso em "voltar às origens", eu escrevo um e-mail. Não é tudo tão dramático assim, eu tenho resposta. Pelo menos isso. Volta às origens nunca vai ser porque não tenho nem nunca tive casa, mas é um começo.
Faz um milhão de anos que não escrevo. Não que não quisesse escrever ou estivesse sem tempo, mesmo trabalhando mil horas por dia na pqp sempre sobra um minutinho. O que faltava era inspiração mesmo. Algo sobre o que quisesse escrever, sabe? O pior é que não é nada assim tão legal, é simplesmente uma daquelas constatações idiotas que a gente sempre chega na vida. A minha é: sempre serei este ser que deseja voltar para onde nunca foi. A gente se frustra. É um saco escrever sempre a mesma coisa e chegar sempre às mesmas conclusões, seja com 5, 12, 17, 21, 24, 26 anos. E nada muda e tudo muda ao mesmo tempo. E eu escrevo sem pensar. É um círculo vicioso: confia, ouve, tenta não falar muito, de fato não fala muito, o pouco que fala vira mais que muito e... sozinha novamente. Eu penso em "voltar às origens", eu escrevo um e-mail. Não é tudo tão dramático assim, eu tenho resposta. Pelo menos isso. Volta às origens nunca vai ser porque não tenho nem nunca tive casa, mas é um começo.
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